• Karine Durães

Cultura de resistência e o estímulo para a criança comer em relação a quantidade

Atualizado: 24 de Abr de 2018

Impressões de uma nutricionista.

Existe uma lenda na tribo Krukutu: se você pega um beija-flor e coloca na boca de um bebê, esse bebê vai crescer comendo pouco, várias vezes por dia, e vai gostar de alimentos adocicados (temos um vídeo ela contando pra gente). E isso seria uma vantagem.


Questionei, curiosa, o porquê das mulheres indígenas estimularem um apetite comedido na infância. É exatamente o contrário da cultura a que estou habituada, a que não importa o que se coma, contanto que coma.


Uma das mães que moram na aldeia me respondeu que sua cultura é de resistência. Antigamente, duas refeições por dia eram suficientes. Eles acordavam, tomavam um pouco de água com mel e iam almoçar mais tarde. No final do dia, sem muita regra de horário, eles faziam outra refeição. Ela acredita que as crianças deveriam ser acostumadas a ter resistência. As crianças que precisam comer mais, porque sempre foram acostumadas assim, podem passar mal com mais frequência, de fraqueza, ou porque ficaram obesas- doentes. Ensinar a comer de maneira comedida é um bom valor a se passar.


Manter a criança resistente e sadia. Essa era a motivação para ajudá-la a comer em menor quantidade.


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